Universidade Federal de Alagoas Maceió, 28 de Setembro de 2026

Resumo do Componente Curricular

Dados Gerais do Componente Curricular
Tipo do Componente Curricular: MÓDULO
Unidade Responsável: PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA (11.00.43.59.21)
Código: PPGH067
Nome: TÓPICO ESPECIAIS EM HISTÓRIA SOCIAL DA ESCRAVIDÃO
Carga Horária Teórica: 60 h.
Carga Horária Prática: 0 h.
Carga Horária de Ead: 0 h.
Carga Horária Total: 60 h.
Pré-Requisitos:
Co-Requisitos:
Equivalências:
Excluir da Avaliação Institucional: Não
Matriculável On-Line: Sim
Horário Flexível da Turma: Sim
Horário Flexível do Docente: Sim
Obrigatoriedade de Nota Final: Sim
Pode Criar Turma Sem Solicitação: Não
Necessita de Orientador: Não
Exige Horário: Sim
Permite CH Compartilhada: Não
Permite Múltiplas Aprovações: Não
Quantidade de Avaliações: 3
Ementa/Descrição: o presente curso tem como objetivo debater interpretações sobre diferentes modalidades de cativeiro, contextualizando a escravidão como tema central e determinante para a compreensão crítica de nossa História. Dessa forma propomos reflexões sobre práticas escravistas definidas genericamente como linhageiras em regiões da África Centro Ocidental, sobre características da escravidão nas sociedades do norte africano, do Saara, do Sahel, do Sudão e da África Ocidental (regiões influenciadas pela cultura islâmica), sobre o papel das diásporas e do cativeiro na “re”configuração de identidades étnicas no Brasil colonial e imperial, analisando também várias manifestações definidas como “resistências”. Considerando africanos e seus descendentes escravizados como agentes históricos o curso pretende debater autores que se dedicaram a compreender as complexas consequências das diásporas africanas nas duas margens do Atlântico. 1ª parte: Debates conceituais e historiografia: da escravidão linhageira africana ao comércio atlântico de escravizados. Objetivos: - Apresentar o conceito de “escravidão de linhagem”, caracterizando as realidades do cativeiro nas sociedades africanas antes da chegada dos povos europeus e árabes; - Analisar a prática da escravidão nas sociedades africanas islamizadas, relacionando as concepções religiosas muçulmanas e o cativeiro; - Debater o papel do comércio de escravos na configuração do mercado atlântico, inserindo a função dos discursos religiosos na elaboração do conceito de “resgate”; - Analisar as transformações das realidades políticas e econômicas das sociedades africanas após o fim do comércio de escravos; - Apresentar um estudo sobre as etapas africanas do comércio de escravos, analisando as dinâmicas internas, as estratégias de captação e as estruturas de poder envolvidas no comércio de escravos; 1.1: Escravidão de linhagem: relações de poder político e parentesco nas sociedades africanas. Autores trabalhados: John Thornton, Joseph Miller
Referências: Alencastro, Luiz Felipe. O trato dos viventes. Formação do Brasil no Atlântico Sul. SP: Cia das Letras, 2000. Candido, Mariana. An african slaving port and the atlantic world. Benguela and Its Hinterland. NY: Cambridge University Press, 2013. Cardoso, Ciro Flamarion. Escravo ou Camponês? O Protocampesinato negro nas Américas. SP: Ed. Brasiliense, 1987. Chalhoub, Sidney e Silva, Fernando Teixeira. “Sujeitos no imaginário acadêmico: escravos e trabalhadores na historiografia brasileira desde os anos 1980.”. Cadernos do AEL 26 (2009), 11-45. Ferreira, Roquinaldo Amaral. Transforming atlantic slaving trade, warfare and territorial control in Angola, 1650 – 1800. Universidade da Califórnia. Los Angeles, 2003. Lara, Silvia. “Escravidão no Brasil: Balanço Historiográfico”. LPH: Revista de História 3, no. 1 (1992): 215-239; Lara, Silvia. “Conectando historiografias: a escravidão africana e o Antigo Regime na América Portuguesa.” In Modos de Governar: Idéias e Práticas Políticas no Império Português, séculos XVI a XIX, eds. Maria Fernanda Bicalho e Vera Lucia Amaral Ferlini, 21-38. São Paulo: Alameda, 2005; Lovejoy, Paul E. A escravidão em África: uma história de suas transformações. Ed. Civilização Brasileira, 2000. Mattos, Hebe Maria. “A escravidão moderna nos quadros do Império português: o Antigo Regime em perspectiva atlântica”. In: O Antigo Regime nos trópicos: a dinâmica imperial portuguesa (séculos XVI-XVIII). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2001. 141-162. Meillassoux, Claude. Antropologia da escravidão. O ventre de ferro e dinheiro. RJ: Jorge Zahar, 1986. Miller, Joseph. Poder político e parentesco. Os antigos Estados mbundu em Angola. Luanda: Arquivo Histórico Nacional/Ministério da Cultura, s/d. Reis, João José; Silva, Eduardo. Negociação e conflito. A resistência negra no Brasil escravista. SP: Cia das Letras, 1999. Reis, João José. Rebelião escrava no Brasil. A História do levante dos Malês em 1835. SP: Cia das Letras, 2003. Rodrigues, Jaime. De Costa a Costa. Escravos, marinheiros e intermediários do tráfico negreiro de Angola ao Rio de Janeiro (1780-1860). SP: Cia das Letras, 2005. Slenes, Robert. Malungu N’Goma Vem! África coberta e encoberta no Brasil. Revista USP (12), 48-67. Soares, Mariza de Carvalho. Mina, Angola e Guiné. Nomes d’África no Rio de Janeiro Setecentista. Revista Tempo, vol. 3, nº6, 1998. Thornton, John K. A África e os africanos na formação do mundo atlântico. 1400-1800. RJ: Ed. Campus, 2003. Williams, Eric. Capitalismo e escravidão. SP: Cia das Letras, 2012.

SIGAA | NTI - Núcleo de Tecnologia da Informação - (82) 3214-1015 | Copyright © 2006-2026 - UFAL - sig-app-1.srv1inst1 v4.9.3_s.486 28/09/2026 03:50